Muitos fatores moldam a diversidade e abundância microbiana, como dieta, genética hospedeira, doenças, drogas e estilo de vida (Yadav e Chauhan, 2021a). A coletanea desses fatores resulta em uma assinatura microbiana, ou seja, uma microbiota saudável equilibrada e diversificada ou uma composição disbiótica e desequilibrada. A disbiose microbiana está associada ao aparecimento e progressão de muitas doenças, como doenças inflamatórias intestinais (DDI), obesidade, distúrbios metabólicos e transtornos mentais (Gorecki et al., 2019; Wei et al., 2020; Doelman et al., 2021).
Embora exista uma infinidade de pesquisas ligando a disbiose do microbioma a uma determinada doença, pouco se sabe sobre os mecanismos subjacentes (Liang et al., 2019; Gomaa, 2020; Duran-Pinedo et al., 2021; Lau et al., 2021). É lógico prever que a falta ou o aumento da taxa microbiana podem afetar interações microbianas e metabólitos secretos que, por sua vez, podem mudar o metabolismo hospedeiro e outras funções corporais. Vários fatores contribuem para essas interações microbioma-hospedeiro, incluindo componentes ecológicos, epigenéticos e genéticos (Yadav et al., 2018). Entender como metabólitos microbianos influenciam a saúde ou o estado da doença teria um impacto significativo no tratamento de doenças relacionadas à dieta (Yadav et al., 2018). Poucos exemplos de metabólitos microbianos são conhecidos por contribuir para a saúde e o bem-estar do corpo, como os ácidos graxos de cadeia curta (SCFAs; Segain et al., 2000), que contribuem para a homeostase intestinal, reduzem a inflamação e diminuem a permeabilidade intestinal. Outros metabólitos microbianos mediam doenças como lipopolípedos que aumentam a inflamação (Lin et al., 2020) e colibactina, que está implicada no câncer de cólon (Wilson et al., 2019).
Compreender os mecanismos e moléculas secretadas subjacentes às associações de microbioma-doença levará a intervenções terapêuticas inovadoras (Yadav e Chauhan, 2021b). Há muito interesse no potencial terapêutico do microbioma (Knight, 2010; Raes, 2014).
Há um interesse intrigante no uso de micróbios probióticos ou transplante fecal para restaurar o equilíbrio dos micróbios intestinais. Dados preliminares sugerem que os probióticos podem tratar doenças além dos distúrbios estomacais, como câncer e Alzheimer.
Nesta revisão, discutimos o conhecimento atual da estrutura de microbioma, função e aplicações futuras. A pesquisa de microbioma está ganhando enorme interesse, conforme documentado pela explosão de publicações com mais de 20.000 artigos publicados apenas em 2020. A revisão combina e discute criticamente os recentes avanços no campo e como esses avanços contribuíram para uma melhor compreensão da estrutura e função do microbioma. Esse entendimento levará a futuras promessas da terapêutica do microbioma. Concluímos com direções futuras e como converter a ciência básica em medicina translacional e desenvolver terapia inovadora baseada em microbioma.
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Fonte: FRONTIERS IN MICROBIOLOGY